abr 26

Muitas de vocês se queixam constantemente de “dinheiro difícil”. Tudo caro, as dívidas crescendo a cada momento, e nada de dinheiro. Aonde irão parar? Em um número antigo de Seleções, li uma fábula de um rei que comprava tudo a crédito, até que um dia esse crédito lhe foi cortado. Furioso, chamou seu ministro da Fazendo. E a situação se complicou quando este lhe disse que não podia imprimir mais dinheiro, para satisfazer às necessidades de seu rei, sob pena de apressar a inflação do país. Chamou seus economistas, e um deles explicou ao tolo rei que “quando as pessoas tomam mais do que economizaram, não tarda a haver falta de dinheiro. Somente economizando, haveria dinheiro”. Se vocês pensarem sobre isto, e procurarem controlar um pouco mais os seus gastos, verão que a situação financeira vai melhorar muito.

*Publicado originalmente no Correio da Manhã, por Helen Palmer, em 9 de setembro de1959. Encontrado no livro Só Para Mulheres, de Clarice Lispector*

abr 18

Ontem, 17/04/2011 foi nosso aniversário de 2 anos!!! Ebaaaaaaaa!!

Esse ano não teve festinha, mas o nosso super obrigada é obrigatório!! :D

Obrigada à todos os amigos, por todas as visitas e cafés da tarde, à toda nossa família, que deu força e estímulo o tempo todo, à nossa ex-sócia Lilia, que apesar de não estar mais aqui, continua parte da Equipe Cherry Pie, e um SUPER OBRIGADA especial à todos os nosso clientes, que indo e vindo nos ajudaram a construir esse sonho!!

Então…

PARABÉNS À TODOS NÓS!!!

E que esse seja só o segundo ano de uma jornada muito muito longa, cheia de felicidades, aprendizados e alegrias incontáveis!!

abr 16

Existe uma tendência, agravada nos últimos anos, para estandartizar a beleza e os tipos femininos. Influenciada pelo cinema, a mocinha escolhe uma artista de bastante renome a passa a ser o seu carbono. Imita-lhe o penteado, a maquiagem, o riso, os gestos, a moda, às vezes até o tom de voz. Houve a fase das Marilyn Monroe, das Lolobrigida, das Sofia Loren. A febre agora ainda é das BB, intercaladas aqui e alí por pequenos estágios de  Debra Paget, Marisa Allasio e Pier Angeli. Garotas bonitas, que poderiam ser lindos no seu tipo próprio, marcaram-se de caricaturas de francesas, italianas e até suecas famosas. Belezas em séries, belezas de catálogo, numeradas, como se adquiridas por encomenda postal. Despersonalizadas, essas pobres imitações jamais conseguem sucesso, pois o que faz a fama daquelas mulheres não foi o cabele penteado dessa maneira, nem foi o sorriso dengoso de dedinho de boca, nem foi aquele olhar cheio de convites. Foi a personalidade, o talento, a graça, e estas nenhum cabelereiro, nenhum maquilador, nenhum trejeito, estudado diante do espelho, lhes darão.

Sejam vocês mesmas! Estudem cuidadosamente o que há de positivo e negativo na sua pessoa e tirem partido disso. A mulher inteligente tira partdo até dos pontos negativos. Uma boca demasiadamente rasgada, uns olhos pequenos, um nariz não muito ocrreto pode servir para marcar seu tipo e torná-lo mais atraente. Desde que seja seu mesmo.

Os homens não gostam de mulheres em série. Se gostam daquelas estrelas é porque as acharam diferentes. Vocês, imitando-as, apenas serão consideradas ridículas.

Por favor, meninas, sejam vocês mesmas!

*Publicado originalmente no Correio da Manhã, por Helen Palmer, em 1 de abril de 1960. Encontrado no livre Só Para Mulheres, de Clarisse Lispector*

abr 6

Na França, durante a Revolução Francesa, quando centenas de cabeças inicentes rolava decepadas pelas guilhotinas, alguém de gosto duvidoso lançou a moda de pequenas guilhotinas, como broche, para enfeitar as mulheres do povo. E para maior realismo ao enfeite macabro, pintavam-no de vermelho cor de sangue. O surpreendente não é a imaginação doentia de quem criou os broches trágicos. E sim a coragem das mulheres que os usava. E não eram poucas! Era moda! 


*Publicado originalmente no Correio da Manhã, por Helen Palmer, no dia 21 de setembro de 1960. Encontrado no livro Só Para Mulheres, de Clarice Lispector*